quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A origem da discórdia


No princípio do século XIX, com a expansão do capitalismo industrial, começa o neocolonialismo no continente africano. As potências europeias desenvolveram uma "corrida à África" massiva e ocuparam a maior parte do continente, criando muitas colonias. Entre outras características, é marcado pelo aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e a Itália.
A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territórios africanos intensifica-se. A partilha da África tem início, de facto, com a Conferência de Berlim (1884), que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propuseram para não invadirem áreas ocupadas por outras potências. Os únicos países africanos que não foram colonias foram a Etiópia (que apenas foi brevemente invadida pela Itália, durante a Segunda Guerra Mundial) e a Libéria, que tinha sido recentemente formada por escravos libertos dos Estados Unidos da América. No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha é feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos actuais no continente africano, tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas. No fim do século XIX, início do XX, muitos países europeus foram até a África em busca das riquezas presentes no continente. Esses países dominaram as regiões de seu interesse e entraram em acordo para dividir o continente. Porém os europeus não cuidaram com a divisão correta das tribos africanas, gerando assim muitas guerras internas existentes ainda hoje.
O.Santos

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Angola - Economia deve continuar a crescer a bom ritmo


"Apesar do crescimento, o maior problema de Angola é a repartição da riqueza. Quase 80% do rendimento está concentrado na capital, Luanda, onde vive cerca de 30% da população angolana. A OCDE calcula que 68% dos angolanos estão abaixo do limiar da pobreza.
A corrupção é outro problema grave num país com uma pesada máquina estatal e uma carga fiscal sobre as empresas que dificulta a afirmação de sector privado. Contas feitas, o índice de desenvolvimento humanitário da ONU coloca Angola na cauda do "ranking". E esse tem sido o principal argumento da UNITA-o maior partido da oposição-nesta campanha eleitoral.
Para já, o Governo diz-se concentrado na reconstrução de um país devastado pela guerra, para que Angola passe a ter estradas, escolas, hospitais e demais infra-estruturas básicas. A seguir ao betão, o Presidente José Eduardo dos Santos, promete que virá o desenvolvimento social.
O petróleo "puxou" pelo crescimento angolano nos últimos anos, colocando a média anual nos 13,4%. E Angola continua a ser o número um dos países africanos exportadores de petróleo, tendo passado recentemente à frente da Nigéria. Diariamente a produção situa-se nos 1.873 milhões de barris, mas só há pouco mais de um ano aderiu à OPEP. Rica em recursos naturais, Angola é o quarto maior produtor de diamantes do mundo.
A China é o primeiro destino do "ouro negro" angolano, que representa mais de metade (57%) da riqueza do país. Portugal é o líder destacado das suas importações."

In "Diário Económico" de 5 de Setembro de 2008.